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Uma pálida ideia de nossas dificuldades como espíritas no ambiente universitário. Quando da primeira palestra de Divaldo Franco no teatro da UERJ fui procurado por espíritas, de forma expressa, com antecedência. Como é prerrogativa de todo docente, desejavam que eu solicitasse o espaço sem ônus, uma vez que poderia ser alugado. Atendi ao pedido e fiz oficial solicitação ao reitor da época. A autoridade eleita pelos pares, adepto de Marx e militante de partido político, desejou um contato pessoal e convidado compareci ao gabinete do Magnissimo Reitor. Procurei demonstrar-lhe que o orador possuía um curriculum vitae, não desprezível sob o ponto de vista cultural e espiritual. A contra argumentação não considerou o espiritual, relembrou o carácter laico da universidade e a perigosa abertura aos diversos credos, politicamente mais poderosos. A conversa técnica-amiga durou algumas horas e depois de muitos esclarecimentos disse-me que não nos dispensaria da contrapartida, o que de certo modo faria a desvinculação. Foi como que se desejasse dizer que o Divaldo, orador espírita, faria palestra na UERJ, mas não foi da UERJ que partiu o convite. A IES apenas permitiria que ela ocorresse nas suas dependências. Posteriormente, não tomei conhecimento do despacho do magnífico, que me não foi enviado. Espíritas não mais me procuraram e não posso oferecer a fundamentação do documento oficial. Enfatizo que o ofício-solicitação ao reitor estava acompanhado de detalhado curriculum vitae do, não menos magnífico, orador.
Luiz Carlos D. Formiga. https://orebate-jorgehessen.blogspot.com/2011/01/espiritismo-na-universidade-memoria.html
*** Imagens- Google LUIZ CARLOS D FORMIGA
Enviado por Juli Lima em 24/09/2026
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