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Textos
Uma reflexão... Declaração de Direitos do Paciente Terminal...
A Revista da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro ( UERJ), fala em reencarnação e publicou um depoimento de um de seus professores:
- “Aos da equipe de saúde, talvez tenham sido meus alunos, quero lembrar não só a necessidade psicobiológica (eliminação intestinal, vesical, conforto físico, etc.,) mas as necessidades psicossociais (comunicação, recreação, privacidade, etc.) e as psicoespirituais. Praticar a minha religião, receber a terapêutica do passe, é para mim não só uma necessidade como também um direito. O passe está para o psiquismo assim como a transfusão de sangue está para o organismo. Lideres religiosos deveriam ser considerados membros integrantes da equipe que assiste o paciente em fase terminal.” Diz ainda o professor: “As religiões são reencarnacionistas. Até a Católica já o foi. Em "Muitas vidas, muitos mestres", há o relato de uma experiência bem sucedida de uma senhora diante de um câncer, que se disseminara dos seios para os ossos e o fígado. O processo se arrastou por quatro anos e não foi possível retardá-lo através da quimioterapia. Neste mesmo período o Dr Weiss prosseguia com Catherine nas sessões de regressão de memória à outras vidas e resolveu dividir a experiência e as revelações obtidas com a paciente, que era sua sogra. Ela as aceitou querendo saber mais. Weiss deu-lhe diversos livros e também acompanhou-a num curso sobre cabala, os centenários textos místicos judaicos. " A reencarnação e os planos intermediários são os princípios básicos da literatura cabalística, mas os judeus modernos não têm consciência disto."
A sogra de Weiss sentiu-se fortalecida para atravessar o corredor da morte e a tristeza dos que ficaram foi mitigada por toda aquela experiência. O médico percebeu também que tinha aumentado sua capacidade de transmitir sentimentos de tranqüilidade, calma e esperança, em especial quando se tratava de morte, tristeza e aconselhamento.
Como ajustar as noções de imortalidade da alma e reencarnações à sua educação e às suas crenças?
Esta preocupação tinha feito o Dr. Weiss reler o livro do curso de religiões comparadas, da Universidade de Colúmbia. Ele chega a conclusão que "havia de fato referências à reencarnação no Velho e no Novo Testamento. Em 325 d.C., o imperador romano Constantino, o Grande, e sua mãe, Helena, suprimiram as que estavam contidas no Novo Testamento. O segundo Concílio de Constantinopla, reunido em 553 d.C., validou este ato, declarando herético o conceito de reencarnação. Aparentemente, ele enfraqueceria o poder crescente da Igreja, dando aos homens tempo demais para buscarem a salvação. Mas as referências originais existiam, os primeiros padres da Igreja haviam aceitado a idéia. Os antigos gnósticos - Clemente de Alexandria, Orígenes, São Jerônimo e muitos outros - acreditavam ter vivido antes e que voltariam a viver."
O que Espero de Meus Médicos. Idéias para uma "Declaração de Direitos do Paciente Terminal.. Rev. Enfermagem.UERJ, RJ, 4(1): 89-102, 1996
Fonte: http://www.plenus.net/modules.php?name=News&file=article&sid=733
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Juli Lima |
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Publicado em 05/08/2006 às 11h12
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